30 de nov. de 2012

OS AVÓS DE HOJE

Antigamente os avós tinham oitenta anos,
Hoje em dia os avós têm quase cem,
É que o tempo vai correndo e mudando,
E a velhice não atormenta a mais ninguém.

Atualmente o idoso vive cantando,
Igual ao jovem se este canta também,
E o tempo para todos vai passando,
E ele não percebe que mais idade ele tem.

Surge o convívio de amigos que vão chegando,
De várias idades que ele passa a querer bem,
Além dos filhos e netos que ele continua amando,
E que o fortifica a vigor que lhe convém.

Assim são os avós de hoje que permanecem lutando,
Por uma oportunidade de se apresentar como alguém,
A fim de mostrar seus talentos que continuam vibrando,
E as experiências que as conservaram tão bem!  

28 de nov. de 2012

A MULHER DE HOJE

Diziam que o homem para se realizar,
Deveria ter muitos filhos com amor,
Deveria uma ou mais árvores plantar,
A fim de usufruir sua vida com sabor.

E a mulher o que fazia para se igualar,
Era ser mamãe e conceber com dor?
Cuidar da casa, do marido e ser babá
Dos filhos dele e de lhe chamar senhor?

Triste passado que não vai mais voltar,
Porque a mulher ganhou espaço que Deus criou,
Hoje ela trabalha de igualdade no seu lar.

Com o marido que ela mesma conquistou
Lhe dando trabalho para em casa ele cuidar
E, por enquanto, ela ainda não se conformou!  

26 de set. de 2012

ASSIM MORREREI TAMBÉM

Perguntaram-me certa ocasião,
O que me fez mal e o que me fez bem?
Eu respondi com bastante precisão
E com muita rapidez também.

Sobre o bem, não me lembro não,
Pois são tantas coisas que a mim se vêm,
Quanto ao mal, tive grande emoção,
Perdi meu pai que eu queria tanto bem.

Depois minha mãe, em outra ocasião,
Que me abalou tanto como ninguém,
Mais adiante, o meu querido irmão,
Que eu gostava e o admirava também.

E recentemente mais outro então,
Que viveu um pouco mais além,
Só existe na minha antiga geração,
Mais dois irmãos que agora se tem.

Hoje não suporto mais separação,
Se algum dos meus partir para o além,
Eu vou com ele e a Deus peço perdão,
Por não resistir eu morrerei também! 

23 de set. de 2012

AS INTENÇÕES DOS CANDIDATOS

Já falei muito das eleições
E ratifico o seu valor por que,
Porque interessam em sugestões,
Tanto a mim, quanto a você.

Botar um filho, sem condições,
Muito menos o Neto pra concorrer,
Vão ficar com bens e mais milhões,
Não para mim, nem pra você.

Menos para o povo pobre, cheio de ilusões,
Que o elegerão assim mesmo, sem saber,
Sobre as suas reais e sinceras intenções.

Escolhendo outro, é melhor pra se entender,
Outro alguém, que não tenha tradições,
E que seja honesto com o povo e com você!

16 de set. de 2012

A GUERRA DAS ELEIÇÕES

A guerra da atual política,
Dos candidatos antes das eleições,
É uma luta pra valer que fica,
Condicionada a quem tem condições.

Quem tem mais, já cogita,
Ter conquistado o reduto dos sabichões
E vai reaver o que gastou na conquista
Com juros acrescidos de milhões.

Prefiro viver pobre, ninguém acredita,
Que viver dessa maneira dos grandalhões,
Porque é uma experiência maldita.

Ficam ricos, milionários os espertalhões,
Mas a população depois de tudo grita
Sem benefícios, e reconhece os ladrões!

13 de set. de 2012

AOS GROSSOS E AUTORITÁRIOS

A raiva minha ainda não passou,
Tornou-se principalmente em agonia
Em não reagir a quem me maltratou
E está me atormentando todo o dia.

A pessoa guarda o que a sufocou
Não extravasa muita vez por cortesia,
Mas, quem ofendeu não analisou,
Que desagradou à própria sabedoria..

Pois deve entender que quem ficou,
Com essa sua estupidez, bem poderia,
Reagir com bravura e com furor.

Por essa razão amigo, tenha galhardia,
Se corrigindo com muito maior rigor
Para não cair de quatro por covardia!

8 de set. de 2012

COMO, SE EU ESTAVA DORMINDO?

Comprei dois travesseiros
Para mim e pra meu amor,
O meu, utilizei por primeiro,
Quando acordei ela perguntou:

Você gostou do travesseiro?
Por que nada lhe despertou,
Nem o barulho no banheiro,
Da torneira da pia que apitou?

Eu fiquei e estou meio cabreiro,
Apitou foi outra coisa que soou,
Torneira apitar, companheiro,
Foi outro apito que escapou.

Mas, vamos ao assunto primeiro,
Que quando acordei ela me indagou,
Se foi muito bom o travesseiro,
Não sei, eu estava dormindo, amor!