26 de dez. de 2012

DESIGUALDADE SOCIAL

O que pensarão os pobres desamparados,
Quando assistirem notícias na televisão,
Notícias de muitos ricos e vários abastados,
Que por justiça não deveriam ocupar aquela posição.

A gente fica muitas vezes, chateado,
Em ter estudado e ter alguma profissão,
Quando alguém que não se esforçou, leva um bocado,
Da nossa sacrificada e boa contribuição.

Porque se trabalhamos pensando num futuro realizado,
Pagamos colégios para termos melhor educação,
Concluímos os níveis todos, tendo muito estudado,
Quando vemos quem não o fez, está na mídia sem razão.

A culpa não é nossa não senhor, é do Estado,
E porque não dizer, também da própria televisão,
Que coloca na mídia todos os enricados,
Seja um industrial ou quem joga um bolão.

E aí nos lembramos dos pobres e desamparados,
Que assistem esse absurdo da tal maldosa televisão,
E se nós ficamos abatidos e envergonhados,
O que pensarão os coitados nessa lastimável situação!

23 de dez. de 2012

ESTUDAR PARA QUÊ?

Eu disse ao meu amigo: ora essa,
Amigo que era um notável escritor,
Se você quer criar fama que não cessa,
Procure ser um grande jogador.

De futebol com certeza, sim senhor,
Que cria fama, dinheiro e muita festa,
Para mostrar que nessa terra só tem valor,
Quem aprendeu a maestria sem orquestra.

Quem passou a bola sem furar, mas com furor
Ao seu colega e este logo aproveitou em festa,
Jogando para um outro jogador, que fez o gol!

Portanto amigo, estudar, escrever, saia dessas!
Bem antes que sua família com amor lhe peça,
Para botar comida na sua mesa, que faltou!

19 de dez. de 2012

ASSIM É A VIDA

Viu a festa, logo, logo começou,
Doces, flores e felicidades no semblante,
Tudo é alegria, tudo é amor,
Mais um ano de vida para o aniversariante.

No ano seguinte a festa triplicou,
Novos convidados, mulheres exuberantes,
E os abraços para quem aniversariou,
Doze meses se passaram naquele instante.

O aniversariante mais um ano de vida completou,
Outros convidados apareceram de montante
E mais um bolo, bebida, flores que sabor.

E hoje, mais um ano se passou,
Muitos convidados conhecidos como de antes,
Só flores teve e uma saudade que ficou!    

17 de dez. de 2012

QUANTA BESTEIRA

Dizem que eu não lhe amo,
E que vivo com você por aparência,
Quanta besteira e ingenuidade, como?
Por pensar nessa maldade com inocência!

Quantas felicidades juntos já passamos,
Quantas alegrias tivemos na nossa convivência,
Pois sempre juntos estivemos e ainda estamos,
Para aumentar mais as nossas sobrevivências.

Você para mim é como o açúcar que pomos,
No nosso alimento diário com frequência,
Porque fica mais gostoso é o que notamos.

Se vai fazer mal com sérias consequências,
Eu me arrisco, mas juntos continuamos,
A fim de aproveitarmos o sabor com consciência!

30 de nov. de 2012

OS AVÓS DE HOJE

Antigamente os avós tinham oitenta anos,
Hoje em dia os avós têm quase cem,
É que o tempo vai correndo e mudando,
E a velhice não atormenta a mais ninguém.

Atualmente o idoso vive cantando,
Igual ao jovem se este canta também,
E o tempo para todos vai passando,
E ele não percebe que mais idade ele tem.

Surge o convívio de amigos que vão chegando,
De várias idades que ele passa a querer bem,
Além dos filhos e netos que ele continua amando,
E que o fortifica a vigor que lhe convém.

Assim são os avós de hoje que permanecem lutando,
Por uma oportunidade de se apresentar como alguém,
A fim de mostrar seus talentos que continuam vibrando,
E as experiências que as conservaram tão bem!  

28 de nov. de 2012

A MULHER DE HOJE

Diziam que o homem para se realizar,
Deveria ter muitos filhos com amor,
Deveria uma ou mais árvores plantar,
A fim de usufruir sua vida com sabor.

E a mulher o que fazia para se igualar,
Era ser mamãe e conceber com dor?
Cuidar da casa, do marido e ser babá
Dos filhos dele e de lhe chamar senhor?

Triste passado que não vai mais voltar,
Porque a mulher ganhou espaço que Deus criou,
Hoje ela trabalha de igualdade no seu lar.

Com o marido que ela mesma conquistou
Lhe dando trabalho para em casa ele cuidar
E, por enquanto, ela ainda não se conformou!  

26 de set. de 2012

ASSIM MORREREI TAMBÉM

Perguntaram-me certa ocasião,
O que me fez mal e o que me fez bem?
Eu respondi com bastante precisão
E com muita rapidez também.

Sobre o bem, não me lembro não,
Pois são tantas coisas que a mim se vêm,
Quanto ao mal, tive grande emoção,
Perdi meu pai que eu queria tanto bem.

Depois minha mãe, em outra ocasião,
Que me abalou tanto como ninguém,
Mais adiante, o meu querido irmão,
Que eu gostava e o admirava também.

E recentemente mais outro então,
Que viveu um pouco mais além,
Só existe na minha antiga geração,
Mais dois irmãos que agora se tem.

Hoje não suporto mais separação,
Se algum dos meus partir para o além,
Eu vou com ele e a Deus peço perdão,
Por não resistir eu morrerei também!