11 de out. de 2018

NELE NÃO

O que esperamos é que na vida,
Nossos filhos, netos ou descendentes,
Tenham uma orientação exercida,
Por um dirigente atuante e descente.

Que não troque a caneta querida,
Por armas que mata muita gente,
Que tumultuam demais nossa lida,
Em muitas lamentações decorrentes.

Assim: queremos um presidente,
Que exerça o cargo com o coração,
Que proteja o pobre, principalmente,
De toda nossa querida nação.

Que esteja sempre consciente,
Das necessidades da população,
Para que o povo não grite estridente,
Na hora de votar: nele não!

2 de out. de 2018

POVO POBRE DO SERTÃO

Eu sou filho lá do sertão,
Quis vir pra cidade morar,
Pois lá não tinha emprego não,
Vim pra cidade me empregar.

Vejam só; a minha alimentação,
Era junto à vaca a amamentar,
Dividia a gostosa e total refeição,
Com seu bezerro que estava a mamar.

A vaca se irritava, com razão,
Vendo seu bezerro a lhe cabecear,
Eu lhe dava um pouco de capim, então,
Para ela poder, a divisão, aceitar.

Na cidade, não encontrei alimentação,
Nenhum emprego para eu trabalhar,
O que encontrei , foi muito ladrão,
Que queria minha sandália roubar.

Essa sandália, não desfaço dela não,
Há um grande motivo para eu contar:
É do couro do pai do bezerro, em curtição,
Que deu a vaca leiteira que esteve a me cuidar!

26 de set. de 2018

QUANTA ALEGRIA

Minha alegria é imensa,
Quando tem aniversário a celebrar,
A velhice tem essa recompensa,
De vários anos poder participar.

Amigos e amigas com suas presenças,
A maioria dos parentes a se encontrar,
E relembrar o passado de adolescência,
Que traquinagens poderam aprontar.

A confraternização cura qualquer doença,
Pois, vários assuntos se pode comentar,
Além de rever alguém que a gente pensa,
Que já partiu para o outro lado de lá.

Comemorar é a forma que compensa,
O dia a dia que se vive a trabalhar,
Antes que o esquecimento rápido vença,
Esse sublime sentimento de se amar!

20 de set. de 2018

QUANTA INIQUIDADE

Como pode o pobre viver,
Neste país da desigualdade,
Quanto absurdo a acontecer,
Em virtude de tanta iniquidade.

O pobre é obrigado a escolher,
Exclusivamente a criminalidade,
A fim de que possa comer,
Sem passar fome de verdade.

É o capitalismo que se vê,
Na sua mais extensa maldade,
Tanta desigualdade a prevalecer,
Que não se enumera com facilidade.

Bateram panelas para isso florescer,
Os ricos e metidos a ricos da cidade,
Que a ignorância continua no viver,
Com cabeças cheias de inutilidades!

14 de set. de 2018

DIZ A PROFECIA

Diz a profecia: a cada dia,
Todos nós estamos mais perto,
De subir ou descer para a eterna moradia.
O desonesto vai descer, por certo!

Enquanto o honesto subirá com alegria,
Pois vai encontrar no firmamento deserto,
Toda paz que o descanso lhe contagia,
Não mais encontrará um desonesto perto.

Olhem esse grupo que a política propicia,
Tirou quem partilhava do rumo certo,
Para deixar a população em agonia,
E conduzir o país dos mais espertos.

Aumentou tudo para ver se conseguia,
Altas parcelas a cada correlegionário seleto,
Do grupo central de seleta orgia,
Deixando o Brasil acabado num só esqueleto!

11 de set. de 2018

VIVER É LUTAR

Como vai longe aqueles tempos de criança,
Junto ao meu pai, minha mãe, eu tinha o céu,
Meus irmãos, todos unidos, quanta lembrança,
Ainda acreditava, nessa época, em Papai Noel.

O tempo rápido passou, eu não tive herança,
O que eu recebi foi lindo ensinamento fiel,
Que me proporcionou uma básica esperança,
De lutar, honestamente na vida, num mundo cruel.

Hoje tenho mulher e muitos filhos, que bonança,
Minha riqueza é essa agora, grande troféu,
Que me dá imensa alegria e grande pujança,
O que foi traça para mim, nesse lindo papel.

O filhos, como eu, não herdaram poupança,
Recebera também, o único ensinamento fiel,
Estão realizados em promissora liderança,
Com prazer para a luta, nesse cenário de fel!

8 de set. de 2018

QUANDO SE ENVELHECE

Sei que você, ultimamente, envelheceu,
Não é problema, eu também envelheci,
E se eu pensasse somente no corpo seu,
Me esqueceria tudo de bom que trás em si.

Meu amor, portanto, não esmoreceu,
Em lhe amar, ainda mais, eu consegui,
Pois, se antigamente, era só desejo meu,
Hoje é só idolatria que existe em mim.

Num constante convívio, respeito apareceu,
E o amor carnal modificou um pouco enfim,
Hoje, eu sou mais um pouco o Romeu,
Que adora a sua Julieta de carmim.

É a vida com os passos que a gente deu,
Pois toda a humanidade é mesmo assim,
Começa-se como atleta que sempre venceu,
E fica como perdedor quando chega-se ao fim!